sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fotos anexadas no diário


A conhecida revolta dos 18 do forte.




Fonte: http://www.google.com.br/search?um=1&hl=pt-BR&client=safari&rls=en&tbm=isch&sa=X&ei=vLLETca8MuP20gGu5fGiCA&ved=0CDEQBSgA&q=tenentismo&spell=1&biw=1015&bih=455

Revolução Esquecida.

A Revolta Paulista de 1924, também chamada de 'Revolução Esquecida', "Revolução do Isidoro", "Revolução de 1924" e de "Segundo 5 de julho", foi a segunda revolta tenentista. Foi o maior conflito bélico já ocorrido na Cidade de São Paulo.
Comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes, a revolta teve a participação de numerosos tenentes, entre os quais Joaquim do Nascimento Fernandes Távora (que faleceu na revolta), Juarez Távora (EU), Miguel CostaEduardo GomesÍndio do Brasil e João Cabanas.
Deflagrada na capital paulista em 5 de julho de 1924 ( 2º aniversário da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, primeira revolta tenentista), ocupamos a cidade por vinte e três dias, forçando o presidente do estado, Carlos de Campos, a fugir para o interior de São Paulo, depois de bombardearmos o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista na época.
No interior do estado de São Paulo aconteceram rebeliões em várias cidades, com tomada de prefeituras.
Entramos então em contato com o vice-presidente do estado Coronel Fernando Prestes de Albuquerque em Itapetininga convidando-o para assumir o governo revolucionário em São Paulo. O Coronel Prestes que já organizara um batalhão em defesa da legalidade, na região da Estrada de Ferro Sorocabana, nos respondeu:
“Só aceitaria o governo das mãos do Dr. Carlos de Campos, livre, espontaneamente, legalmente!” - Coronel Fernando Prestes
A Cidade de São Paulo foi bombardeada por aviões do Governo Federal. O exército legalista (leal ao presidente Artur Bernardes) utilizou-se do chamado "bombardeio terrificante", atingindo vários pontos da cidade, em especial bairros operários como a Mooca e o Brás, e de classe média, como Perdizes (distrito de São Paulo).
Sem poderio militar equivalente (artilharia nem aviação) para enfrentar as tropas legalistas, nos retiramos para Bauru, onde Isidoro Dias Lopes ouviu notícia de que o exército legalista se concentrava na cidade de Três Lagoas, no atual Mato Grosso do Sul.
Isidoro Dias Lopes e EU planejamos, então, um ataque àquela cidade . Um terço dos meus companheiros morreram, o restante feriu-se e foram capturados.
Vencidos, marchamos, então, rumo ao sul do Brasil, onde, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, nos unimos  aos oficiais gaúchos comandados por Luís Carlos Prestes, no que veio a ser grande guerrilheiro no Brasil.
Nos primeiros dias de agosto de 1924 fomos completamente derrotados, retornando então o Presidente Carlos de Campos à capital paulista.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_Paulista_de_1924

A conhecida revolta dos 18 do forte.

A fase revolucionária do Movimento Tenentista foi desencadeado na madrugada de 4 para 5 de julho de 1922 no Rio de Janeiro, em três focos: um na Vila Militar, outro na Escola Militar do Realengo e o terceiro no Forte de Copacabana.
Hoje dia 05 de julho de 1922 nossos dois primeiros focos da revolta, Vila Militar e Escola do Realengo, já foram eliminados.
Nos Resta apenas o Forte de Copacabana. Neste, os preparativos estão sendo tomados com bastante antecedência. Trincheiras, redes de arame farpado, reabastecimento de alimentos para um mês, não liberação dos soldados, eletrificação da rede, preparação de sacos de areia, etc.
O fator desencadeante da nossa revolta do Forte de Copacabana foi o protesto contra a prisão do General Hermes da Fonseca pelo Presidente Epitácio Pessoa.
Em junho, o governo havia intervindo na sucessão estadual de Pernambuco e foi duramente criticado pelo Marechal Hermes da Fonseca, Presidente do Clube Militar. Em reação, Epitácio ordenou a prisão do marechal e o fechamento do Clube Militar, no dia 2 de julho de 1922.
Então,vou reunir os companheiros. A Bandeira do Forte será arriada, rasgada em 28 pedaços e distribuída aos revoltosos. Sairemos do quartel às 15 horas do dia 06 de julho, rumo ao Leme, para enfrentar as forças legais e, se possível, chegar ao Palácio do Catete, 28 militares: os tenentes Siqueira Campos, Eduardo Gomes, Newton Prado, Mário Tamarindo Carpenter, o Cabo Reis e os soldados Hildebrando Nunes, José Pinto de Oliveira, Manoel Antonio dos Reis, Pedro Ferreira de Melo e mais outros desconhecidos da Primeira Bateria Isolada da Artilharia de Costa. Octávio Correia, amigo civil de Siqueira Campos, se unirá ao grupo à saída do Forte. Nós tenentes iremos lutar de peito aberto, até o fim.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_dos_18_do_Forte_de_Copacabana
ivro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

Onde está a moralidade política? (cont :)

Uns dos Companheiros (não me recordo qual) : "Infelizmente não há. Tanto é que nós, trabalhadores, deveríamos ser a voz do país, visto que somos a maioria da população. Porém somos excluidos do voto que é chamado é universal"  - diz com desdém.

            "Grande irônia, não é, meus caros? Nós, os soldados, junto com os analfabetos e as mulheres estamos de fora de um sistema que nos interessa, pois vivemos de injustiças e pouco caso dos governates."

            Miguel Costa, que estava do outro lado da sala apenas ouvindo o que falávamos manifestou-se dizendo: " Pergunto-me quando estaremos livres do PRP e do PRM, grandes corruptos, controladores das eleições. Considero que é revoltante o fato de o voto ser aberto, ou seja, aqueles que não obedecem ao coronel sofre violências..."

            Respondi de subto: " Concordo plenamente, o voto deve ser secreto!"

            E sabiamente completou o tentente João Alberto : " E mais, o ensino público carece de tranformação. A educação é futuro, os homens tem de ser alfabetizados ou viveremos eternamente em um país ignorante"

            Assim sucediam os assuntos, sempre direcionados aos problemas do governo e aos problemas sociais do país.





Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenentismo
livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

Onde está a moralidade política?

          Estava conversando com alguns companheiros sobre os anseios políticos das populações urbanas e chegamos a conclusão que somos favoráveis às tendências políticas republicanas liberais. Em instantes, pensei alto: Devemos reivindicar uma reforma constitucional capaz de trazer critérios mais justos ao cenário político nacional. O processo eleitoral deve ser feito com o uso do voto secreto e é lastimável os vários episódios de fraude e corrupção que marcam as eleições. Deixei uma pergunta no ar:  "Os avanços políticos representam apenas os interesses das elites agrárias do Brasil. Digam-me, onde está a moralidade política?" 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenentismo
livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

Palavras Tenentistas

 Meu amigo diário, meus companheiros de exército e eu, somos conhecidos como tenentes e estamos insatisfeitos com o regime oligárquico. NÃO aguentamos mais tamanha injustiça! O nosso país precisa de uma transformação, uma revolução, uma revolta, algo que modifique a estrutura política e econômica.Nós, do exército, não podemos deixar o país do jeito que está.Por isso, vamos fazer uma revolta visando fortalecer a esfera militar e mudar os moldes do sistema oligárquico que vigorava no país. Queremos a moralização dos costumes políticos, ccentralização do poder, voto secreto, nacionalismo, fim das oligarquias e fortalecimento do exército. Com certeza, somos os únicos que podemos salvar a Pátria!


. FONTE: livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nossa história e a do Tenete Juarez Távora :)

     Sem nenhuma intenção, pesquisávamos sobre as revoltas tenentistas ocorridas no Brasil na década de 1920, que se caracterizou por ser um movimento político-militar, organizado por jovens oficiais da baixa e média patente do Exército Brasileiro, que descontentes com a situação política do Brasil resolvem se mobilizar para promover a purificação das instituições políticas.
     Com essa pesquisa, surgiram viagens para o aprofundamento do assunto, e em uma dessas viagens encontramos um diário. Ao ver, parecia apenas um diário antigo com relatos que pareciam ter sido vivenciados por alguém importante daquela época, então resolvemos dedicar todo nosso tempo e conhecimento ao estudo dele. 
     O diário encontrado pertenceu ao Tenente Juarez Távora Analysis que nasceu em 1898 e durante toda sua juventude, cursou a Escola Militar do Realengo. Foi um dos participantes do levante dos 18 do Forte em Copacabana, da revolta de São Paulo, e em seguida, participou da retirada dos rebeldes paulistas em direção ao Paraná. Participou também da coluna Prestes, onde teve um papel de grande destaque, até ser preso em Teresina - Piauí, no ano de 1926, momento no qual decidiu escrever uma obra para elucidar os “reais fatos” do levante paulista e suas motivações.
     Juntando nosso achado diário, escrito pelo Tenente, e seu livro publicado, cujo assunto aborda a rebelião de 1924, representante do maior conflito armado ocorrido na cidade de São Paulo, conseguimos esclarecer muitas coisas do ocorrido daquela época, através do ponto de vista e da perspectiva de Juarez Távora, que apartir de agora, será transcrita para esse blog.

Referências Bibliográficas:
Tenentismo e política: tenentismo e camadas médias urbanas na crise da primeira república.

- FORJAZ, Maria Cecília S.

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenentismo